Vi, por acaso, esta reportagem na Sic.
Veio de novo ao de cima a minha ainda-não-formada opinião acerca de um tema tão controverso como a Eutanásia.
Muitas questões surgiram na minha mente:
"Será que temos o direito de tirar a vida a alguém?"
"Conseguimos, de facto, "provar" que aquela pessoa está em agonia, ainda que viva em estado vegetativo?"
"Achamos que é o melhor para ela ou o melhor para nós?"
"Julgamos que tal forma de viver não pode ser chamada de "vida", mas o que será viver de facto?"
"Devemos aceitar a situação porque, simplesmente, é assim que Deus quer?"
Enfim, estas e tantas outras questões pairaram na minha cabeça...
Nunca passei por uma situação destas: ter algum amigo ou familiar directo num estado "delicado".
Porque ouvir estes casos na tv, lê-los numa revista, ou ouvi-los de um amigo ou conhecido, é sempre muito mais fácil...
Mas para quem os vive, para quem passa a ver um amigo/conhecido num estado destes... o que pensar? O que fazer?
E as respostas...?
3 comentários:
Sinceramente, acho que é uma mistura destas coisas todas.
Acho que em parte, quem somos nós para decidir quem vive ou quem morre?
Mas ao mesmo tempo, será que é realmente viver?
Mas também é egoísmo da nossa parte, por querermos ter essa pessoa ao nosso lado.
Acho que como em muitas situações na vida, é algo que só quem passa, saberá o que fazer na hora.
Bjs!
Também vi a reportagem e emocionou-me a coragem daquela mãe.
Querer que a filha não seja reanimada é, para mim, uma enorme prova de amor.
Viver não estar amarrado a uma cama e depender de outros para conseguir estar viva.
Viver é falar, ouvir, rir, chorar, ver, caminhar, lutar, sonhar.
É urgente encontrar soluções para a matilde de ontem e para todas as matildes do mundo.
Bjca**
É sem dúvida uma questão muito complexa.
Acho que cada pessoa deverá sentir e pesar as situações na sua consciência.
Se bem que muitas vezes não se poderá chamar vida a algumas vidas, também não me parece certo permitir que alguém tire a vida a outrém, estando dessa forma aq abrir um precedente dificil de voltar a fechar...
Mas afirmo que não tenho opinião formada e acho que cada caso é um caso, o risco será sempre a generalização.
bjs
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