segunda-feira, 31 de março de 2008

Abraço cheio

Espera. Fica. Não vás já embora.
Deixa-me sentir bem esse teu abraço apertado... Deixa-me acreditar que os teus braços me envolvem pela única razão possível: a verdade de sentimentos.
Eu deixo-me ficar imóvel, protegida, rodeada por ti e cheia de ti.
Neste abraço, só existo eu e só existes tu. Neste abraço... estamos seguros. Seguros do que sentimos, seguros do que nos circunda, seguros no entendimento que nos move.
Espera! Não vás já.
Deixa-me continuar a ter-me nos teus braços. Tu próprio disseste ao meu ouvido "espera" e depois te refugiaste neste abraço especial - que é um mundo para nós -, suspiraste de alívio e ainda não me largaste.
Só te peço que não tentes fugir dos meus sonhos.
Quero ser abraçada por ti todas as noites.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Dores de alma

Já sinto a dor da tua ausência. Já sinto o peso da distância e a mágoa da separação.
Já preferi não sentir, mas quem disse que podia apostar na preferência? Numa escolha prévia do momento exacto para sentir o que quer que seja?
Não.
Não posso forçar o meu coração a não sentir.
Quando dou conta, esqueço instantaneamente o compromisso que tinha comigo mesma... E sinto. Sinto de um modo tão intenso que parece que me falta a respiração, que parece que me treme o corpo, que parece que se me eleva a alma.
E não é fácil.
Não é fácil saber disto. Sentir isto. Logo agora... que precisava tanto de sentir.
Deparo-me, mais uma vez, com um caminho que não é para mim, na teoria, na prática, no ideal. Mas ainda assim... Sinto.
E este sentir faz-me tão bem que quase que apaga a dor do inevitável fim.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Mundo de sentires

Quando alguém nos toca bem no fundinho da alma, sentimos que o dia já valeu a pena. Sentimos que existimos efectivamente e queremos saborear bem o momento para jamais o esquecer. Procuramos, depois, entender o que aconteceu, a razão que nos levou a sentir tamanha empatia, tamanha afinidade súbita. Aceitamos esse merecimento e almejamos desesperadamente muitos outros momentos idênticos.
Fomos salientes para alguém!
Afinal, a nossa transparência não é invisível a todos...
E o bem-estar que daí advém é sem dúvida reconfortante, especial, único.

sábado, 22 de março de 2008

Denzel...um exemplo a seguir!

Não me canso de admirar, de elogiar e de me envolver com este actor maravilhoso...


Todo o trabalho dele é de uma extrema beleza e dedicação. Ele é um artista sublime.

Falo dele, hoje.

Falo dele hoje porque nunca é tarde para falar daqueles que nos são especiais. Daqueles que nos prendem ao ecrã, ainda que sejam meros actores com os quais nunca tenha privado.
Denzel é um deles. Emociono-me tanto nos seus filmes, tamanha é a arte de suas interpretações.
Hoje revi um dos seus fantásticos filmes. The Hurricane. Concerteza muitos ainda não puderam contemplar esta obra prima, baseada numa história real. Rubin Carter existiu mesmo e Denzel interpreta a personagem fervorosa e fielmente.

Vejam o filme. Absorvam as energias que lhe são inerentes e pensem em todos aqueles que sofrem injustiças. Todos aqueles que são alvo de ignorância, inveja e (principalmente) racismo.
Não gosto nem nunca gostei de injustiças.
Sempre olhei para as pessoas sem qualquer tipo de preconceito (apesar de saber que esta é uma pré-ideia que se aprende a combater). Sempre valorizei as pessoas acima de qualquer característica física, acima de qualquer condição social, acima de qualquer crença religiosa.

Gosto deste actor não apenas por ser negro, mas por dedicar a sua vida a representar grandes causas, grandes enredos com elevado conteúdo. Por interpretar papéis de personagens reais, de grandes personagens, de pessoas que devem ser recordadas pela sua força, pela sua luta e pela sua irreverência.

Fiquem com alguns vídeos acerca do filme...

Trailer


A dura realidade...


Comentários das personagens


"Hate put me in prison. Love's gonna bust me out."

quinta-feira, 20 de março de 2008

Cores humanas

Porque tenho o hábito de pintar as pessoas de cor verde esperança, vermelho intensidade e azul transparência...
...por oposição à obscuridade de um roxo indefinido, de um cinzendo falso e de um preto carregado?
Porque me embelezo com as cores que pintei e me afogo nas cores que realmente existem?

Porque tendem a ser assim as minhas paixões?