É tão bom voltar à minha doce casa, absorver as suas boas energias, encontrar o seu silêncio tão acolhedor e num piscar de olhos, poder infiltrar-me na praia da minha infância!
Observar a imensidão daquele mar que me viu crescer, ano a ano...
O brilho da areia e do sol, seu companheiro...
As rochas, estanques, a formar a estrada...o convite discreto para uma viagem rumo à descoberta...
Looks like an ancient road...
E as gaivotas, perdidas de contemplação por tudo o que as rodeia...
Saltei para uma pedra rochosa para as observar melhor, à medida que ia relaxando com o som envolvente do mar...
Mas Ele não gostou que as filmasse com mais interesse e invadiu suavemente a rocha, para me molhar os pezinhos...
Bem feita, Allen! Abusaste da sua boa vontade...
E no meio de uma paisagem tão doce... Resolvi completar-me com estes miminhos ainda mais doces...
Quero e vou ter muitos outros dias como este!
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Ontem fui a uma conferência pública na qual fiquei a conhecer o ponto de vista da Psicologia do Auto-conhecimento no que diz respeito à sua abordagem da Personalidade.
Fiquei a saber que existem dois tipos de personalidade: inferiores e superiores. Das inferiores constam as personalidades instintiva (básica e impulsiva), sentimental-emotiva (contrária à instintiva, a pessoa está apenas ao serviço das suas próprias emoções), intelectual (crítica e rígida, podendo originar o cepticismo e materealismo) e mística (ao serviço da fé, das crenças e dogmas intocáveis). Possuindo estas personalidades isoladas, temos a tendência a misturá-las e aplicá-las consoante as ocasiões, criando uma falsa personalidade ao serviço do Ego. A pessoa vai, de certa forma, desenvolver defeitos psicológicos, que se prendem com uma personalidade não ajustada, que transmite uma informação incorrecta à nossa essência.
A essência é o conjunto de valores à medida que o ego se desintegra. A conduta e comportamento sublimados fortalecem a consciência, acumulando valores como o amor, o respeito a si mesmo (e aos outros) e a verdade.
Desintegram-se os defeitos e cristalizam-se os valores.
Devemos, então, polir a nossa conduta, fazendo uma auto-observação constante e diária, subtilizando os estados de consciência, por forma a lutar pelo ingresso nas personalidades superiores: mental-inteligente e emocional-consciente.
Na personalidade superior, pensa-se com o coração e sente-se com a mente. Há um equilíbrio. Se sentimos com o coração transbordamos; se pensamos com a mente é um caos. Neste sentido, somos fieis ao que sentimos e pensamos, não provocando grandes distúrbios sociais. As emoções e sentimentos mais subtis são equilibrados.
No fundo, tudo isto visa um equilíbrio dos nossos estados primários, no aperfeiçoamento das nossas qualidades mais básicas e na adaptação às diferentes ocasiões. Com a auto-análise do nosso comportamento, podemos aprimorar facetas da personalidade, constituindo um todo coerente, com sentido e conteúdo, ao serviço da nossa verdadeira essência.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Enquanto te amava e era feliz o tempo não passava.
O vento soprava com a sua mais doce suavidade. As árvores moviam-se com aquela graciosidade. As nossas vidas entrelaçavam-se, alimentavam-se de delicados toques e discretos olhares. A consistência de todo aquele sentimento enchia-nos. Não precisávamos de mais nada a não ser um do outro.
Hoje.
Não sou mais do que um desfalcado ser ao sabor de... ...um vento agitado, de um dia perdido, de uma vida sem sentido!
E assim vou tentando a felicidade.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Muitos de vós já devem ter reparado que nutro especial sentimento por qualquer indivíduo de 4 patas, preferencialmente, de carácter felino, bigodes gigantes e dentes pontiagudos - é verdade, adoro gatos!
Mas essa minha adoração também se estende a qualquer outro animal, mesmo aquele mais feroz, alvo de autêntico pavor constante. Gosto de aprecia-los, de observar como se comportam e, de certa forma, aprender com eles. Aprender com o modo como se relacionam com os humanos, como criam vínculos, estabelecem ligações, gerando dependência.
Se há algo que me aterroriza e me tira do sério são aquelas pessoas que não têm a mínima compaixão pelos animais. Aquelas que apreciam uma "boa" tourada; que vestem roupas caras à base de peles (ou andam com uma "raposa" ao pescoço); que gostam de carregar no pedal quando vêem certo animal assustado a atravessar a estrada (e que normalmente adoram gabar-se perante os amigos, dizendo que já atropelaram mais um...); que são adeptos de uma luta de cães (e fazem tudo para a provocar); que gostam de expor, perante os amigos, a preciosidade que guardam em suas casas - uma perdiz embalsamada ou uma pele de onça antiga...; os caçadores furtivos que abatem tudo o que encontram pela frente sem dó nem piedade, e aquelas pessoas que gostam de magoar, de espezinhar e inferiorizar animais por pura maldade e ignorância.
Como dizia Albert Einstein (no postque coloquei anteriormente) temos de fazer um esforço para habitarmos em harmonia com todos os seres (e aqui realço também o esforço não menos importante no tratamento cuidado do meio-ambiente que nos circunda), para desenvolvermos com eles as nossas capacidades, para aprofundarmos, continuamente, as nossas relações e ficarmos a conhecê-los melhor (É claro que há certos animais em que isso parece impossível mas já têm surgido situações que provam o contrário!!!).
Não custa nada e vale muito pelo que recebemos em troca.
Estes vídeos e imagens dizem-me muito e são apenas pequenos exemplos de como a nossa reflexão acerca deste assunto devia ser mais urgente, consciente e coerente.
Gostas do espectáculo?
Um abraço destes deixa-me sem palavras...
Relação muito pouco comum...
Only you...
E por tudo isto e muito mais, assumo-me como afincada defensora dos direitos de todos os animais! Porque também eles coabitam neste ecossistema e merecem a nossa atenção e respeito.