À minha amiga:
Hoje não me calo.Tenho de dizer-te que estou aborrecida, triste e desapontada contigo.
Porque nunca estás presente na minha vida (quando preciso ou não preciso de ti)?
As grandes amigas não devem estar mais presentes?
Porque tenho a sensação que por vezes não és sincera comigo e vês que te telefono e mesmo assim não retribuis as minhas chamadas?
Custa muito sentir isso, mesmo que não seja verdade.Mas sinto-o.Cada vez com mais frequência.
E que direito tenho eu de sentir isto?
A ausência demorada magoa,mesmo que a tua vida seja difícil.
Não partilhas comigo esse teu casulo. Não fazes questão, não necessitas.E isso magoa.
Tudo se repete e entristeço-me, desiludo-me.
Como gostava que passasses mais tempo comigo, minha amiga!
E não, não estou a exagerar.
A vida não é interminável e qualquer dia tudo muda, tudo acaba.
E os momentos que podiamos ter passado juntas, perderam a validade, desapareceram no infinito.
Minha amiga, quando não se rega uma amizade, ela perde o brilho, a vivacidade e vai definhando (tal qual a flor).
Hoje estou a escrever-te porque te adoro,mas também porque estou cansada.
Como gostava que estivesses mais presente. Que me desses a mesma importância que te dou, a mesma atenção. Que fosse pelo menos mais constante no tempo.
Somos diferentes.
Mas a amizade devia ser olhada com os mesmos olhos.
Não achas?
Da tua amiga perdida.
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